27
fev
10

Ponto G, uma discussão de profundidade!

Ginecologistas da França recentemente participaram de uma conferência para provar a existência do ponto G. O objetivo dos pesquisadores é reagir a um estudo britânico que afirma que a zona erógena feminina não existe.

Segundo a pesquisa realizada pelo King’s College, em Londres, a área capaz de elevar o nível de excitação das mulheres é apenas fruto da imaginação.

Interpretações a parte, o fato, que seja lá o nome que se dê, há sim, uma parte interna em nossa vagina, que proporciona prazer ao ser tocada.

Falo isso,porque não me acanho, nem me furto do direito de me tocar. E, quando este toque é feito por outra pessoa, nossa, vou as nuvens.

Posso até concordar e entender, que o tal ponto G, ou a zona erógena feminina, não é exatamente igual em todas as pessoas, mas que ele existe e está localizado logo após a entrada da vagina, isso eu não tenho dúvida.

Pena que nem todas nós tenham o prazer de saber ou conhecer de fato sua própria zona erógena e,olha que a descoberta dele ocorreu em 1950, pelo médico alemão Ernst Gräfenberg.

Por isso a necessidade de informação, e de muita desmistificação. A ejaculação feminina é direito de todas as mulheres e o ponto G produz um orgasmo fantástico que é diferente do orgasmo clitoriano.

É preciso aprender a localizá-lo e estimulá-lo. Pode ser com os dedos, com algum acessório erótico, enfim, é preciso tocar o próprio corpo, sentir suas terminações nervosas e permitir se descobrir.

Claro, que muitas de nós, por medo, preconceito e principalmente desinformação tem receio dessa etapa, mas se conseguir se superar, verá que é um prazer só nosso, que merece ser explorado.

Eu por exemplo, se fico de quatro me trocando, chego a ter ejaculação, dada a intensidade do tesão que sinto.

As explicações para as dificuldades da mulher em obter o prazer são tanto culturais como biológicas. E a coisa vem de longe. A dificuldade em se chegar ao orgasmo, acredito eu, vem do atraso na iniciação sexual. O adolescente masculino é muito mais bem preparado e resolvido no contato com o próprio corpo, do que as inocentes meninas.

A descoberta do próprio corpo é considerada pelos profissionais da sexualidade como a chave para uma satisfação maior. Hoje há várias publicações que explicam passo a passo como obter essas descobertas. Livros, que nos anos 50 ou mesmo nos 60, poderiam ser considerados pornografia por qualquer família.

Mas o fato é que o Ponto G é apenas um complemento de nossa anatomia, uma pequena área na parede da vagina que leva a um orgasmo intenso quando estimulado.

Mas não tenho duvida em afirmar que a maior a dificuldade da mulher para o exercício pleno do prazer nada tem de misterioso: é o homem, esse ser maravilhoso, indispensável, mas que infelizmente ainda não está preparado para as novas exigências femininas.

Mas não podemos simplesmente criticá-los, afinal, foram educados para satisfazer a si próprio e manter o controle absoluto da situação, porém pego de surpresa pela reviravolta dos costumes, eles mesmos se retraem diante do desconhecido.

Se a mulher sai do script, ele pode se sentir ameaçado. Pena, mas muitos homens são assim.Porém, se homens e mulheres entenderem que o prazer a dois e dos dois é mais gostoso e, se empenharem em se ajudar, com certeza, as relações sexuais tendem a melhorar e a falta de orgasmo que muitas de nós reclamam, pode ir aos poucos dando lugar ao prazer.

Por isso, homens se TOQUEM, nós mulheres temos necessidades diferentes das suas e, mulheres, façam do verbo TOCAR, seu mantra:
eu me toco,
tu me tocas,
ele me toca,
nós nos tocamos,
vós nos tocais,
eles me tocam.

Eu, tu ele, nós vós, eles, aqui no caso, são os dedos, use-os e abuse-os, seu corpo inteiro agradece.


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