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O poder da Lingerie

Quando pensamos em fetiche, o que nos vem à mente são roupas de couro e borracha; lingeries, mais especificamente espartilhos, cinta-ligas e meias; botas bizarras e saltos altos. Segundo a psicanalista Heloísa Caldas, “o fetiche veste o corpo para lhe dar valor e beleza. Funciona, portanto, sempre como um véu – cobre e esconde a condição mortal da carne – e isto é necessário para desejar, para que o esforço da vida valha a pena”.

Lingerie são as várias peças de baixo usadas pelas mulheres. Algodão puro ou seda, o feitiço dessas peças desperta a curiosidade e o desejo de muitos. Calcinhas, espartilhos, sutiãs, cintas-liga e meias formam um capítulo à parte na história da moda e as transformações que essas peças sofreram ao longo do tempo acompanharam o entender do homem pelo mundo, e sua relação com os tabus e determinações culturais e sociais.

A psicanalista Regina Navarro conta em seu site* que no século 19, a alfaiataria desenvolveu o ideal de elegância baseada no seguinte conceito geométrico: o sexo H era o ideal masculino, em se tratando da verticalidade e sobriedade, dos ombros aos pés. Já a mulher deveria se manter na forma do X, com cintura estreita, bustos e quadris fartos, talvez por chegar próximo de seu papel materno. Esse ideal veio do Renascimento e por pouco não chegou no século passado. Muitas foram as mulheres que tiveram sérios problemas de saúde e algumas até mesmo morreram asfixiadas. Afinal, não deve ser nada fácil atender à obrigação de ter cinturinha de vespa.

Foi apenas no século 20, com a mulher moderna e ativa, que a lingerie se tornou fórmula para tanto desejo. Claro que presença da comunicação de massa, principalmente do cinema, ajudou – e muito – na criação desta aura com clima de sedução e fantasia. Nesse meio tempo, houve quem desse um intimado aos sutiãs, como aconteceu com a geração de 60, que os queimou em praça pública, um ícone da liberdade feminina. Nos anos 80, com a autonomia e determinação bem mais claras, a indústria têxtil de lingerie chegou a vender mais do que outros itens do guarda-roupa. Era o surgimento dos diferentes modelos, cores, tamanhos e materiais, abrindo portas à imaginação ao estilo e fetiche de cada um.

*(www.cama-na-rede.psc.br)

fonte: Mood


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